Tarde seca, Nordeste, Brasil
Era de tarde na cidade, parecia que todos preparavam-na para um festival que estava por vim, muito movimento nas ruas, de pessoas humildes muitas vezes descalças e com farrapos. Crianças se amontoavam na janela de um casarão na tentativa de ver a televisão que estava ligada, o dono da casa não estava, e a empregada trabalhava na cozinha cantarolando.
Menino (empurrando outros meninos) - Pô Zequinha, arreda ai! Tu nem entende o que tão falando.
Zequinha (resmungando) - Ih, Toninho tu que não sabe de nada, e cala boca pra gente escuta.
Toninho (sorrindo) - Eita! Será que essas coisa de Alien existe mesmo, o que tu acha Zequinha?
Zequinha (resmungando) - Hum, sei lá! Queria mesmo é te dinheiro pra ih lá vê os carinhas...
Toninho (rindo) - Do que tu tá falando? Viajou Zequinha! Tu nem tem dinheiro pra um teni novo, ai vem com esse papo.
Nesse momento, a mulher de aparência negra, bem acima de seu peso, e um vestido florido, usando um pano na cabeça e no corpo como avental, que estava na cozinha cantarolando, volta a sala, e aos berros direcionasse as crianças penduradas na janela.
Mulher (gritando) - O que seus bando de muleque tão fazendo? Querendo leva paulada?
Toninho (gritando e correndo junto as outras crianças) - Corre Zequinha, chego a Maria Imunda.
Zequinha (com medo em sua face, sendo segurado por Maria) - Foi mal tia! Nós tava fazenda nada.
Maria (um olhar assustador) - Olha moleque, eu uvi muito bem o que seu amigo disse, e tu que vai pagar por isso.
A mulher puxa o menino para dentro da casa, e começa a golpear a criança com uma colhe de pau que estava a usar para cozinhar. Em meio ao choro e confusão, o garoto continuava atento ao que dizia o noticiário sobre a possível visita de seres de outro mundo ficando lentamente calmo a ponto de ignorar a dor. Terminando o ocorrido, com a face serena de uma criança atenta e curiosa, como se tivesse previsto alguma coisa que estava por vim.
Tá faltando texto por aqui. =(
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