segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ato II - Nordeste

Tarde seca, Nordeste, Brasil


Era de tarde na cidade, parecia que todos preparavam-na para um festival que estava por vim, muito movimento nas ruas, de pessoas humildes muitas vezes descalças e com farrapos. Crianças se amontoavam na janela de um casarão na tentativa de ver a televisão que estava ligada, o dono da casa não estava, e a empregada trabalhava na cozinha cantarolando.


Menino (empurrando outros meninos) - Pô Zequinha, arreda ai! Tu nem entende o que tão falando.
Zequinha (resmungando) - Ih, Toninho tu que não sabe de nada, e cala boca pra gente escuta.
Toninho (sorrindo) - Eita! Será que essas coisa de Alien existe mesmo, o que tu acha Zequinha?
Zequinha (resmungando) - Hum, sei lá! Queria mesmo é te dinheiro pra ih lá vê os carinhas...
Toninho (rindo) - Do que tu falando? Viajou Zequinha! Tu nem tem dinheiro pra um teni novo, ai vem com esse papo.

Nesse momento, a mulher de aparência negra, bem acima de seu peso, e um vestido florido, usando um pano na cabeça e no corpo como avental, que estava na cozinha cantarolando, volta a sala, e aos berros direcionasse as crianças penduradas na janela.


Mulher (gritando) - O que seus bando de muleque tão fazendo? Querendo leva paulada?
Toninho (gritando e correndo junto as outras crianças) - Corre Zequinha, chego a Maria Imunda.
Zequinha (com medo em sua face, sendo segurado por Maria) - Foi mal tia! Nós tava fazenda nada.
Maria (um olhar assustador) - Olha moleque, eu uvi muito bem o que seu amigo disse, e tu que vai pagar por isso.

A mulher puxa o menino para dentro da casa, e começa a golpear a criança com uma colhe de pau que estava a usar para cozinhar. Em meio ao choro e confusão, o garoto continuava atento ao que dizia o noticiário sobre a possível visita de seres de outro mundo ficando lentamente calmo a ponto de ignorar a dor. Terminando o ocorrido, com a face serena de uma criança atenta e curiosa, como se tivesse previsto alguma coisa que estava por vim.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ato I - Um começo

Uma tarde ensolarada no Texas, EUA. 


Vinha chegando em sua Pick-up, um homem de roupas escuras, vestindo um chapéu de rodeio, e um sobretudo, ele estacionava seu carro a frente de um bar, simples que havia muitos moradores locais em suas roupas quadriculadas, e calças jeans, bebendo e suados de um dia cansativo como todos os outros, estavam desprendidos do que passava-se no noticiário. 


Jornalista - ... Como podem ver, parece que todos ainda estão aterrorizados e surpresos com o que está acontecendo, será que finalmente acaba os mistérios de uma vida fora do planeta Terra?

Homem Gordo - Ha...(um gole em sua cerveja) Esses jornais fazem de tudo para vender matéria, até parece que existe vida em outro lugar...

Homem ao lado - Cala a boca Bob, tu nem sabe o que é planeta, ainda mais de vida fora dele...

Bob (impaciente) - Ora, ora, até parece, agora falou o grande Larry, o maior chifrudo de todo o Texas...

Larry (com raiva) - Repete isso...

Bob (sinismo) - O que? Chifrudo?


Larry e Bob iniciam uma briga que acaba por se espalhar por todo o bar, em meio a confusão o homem que chegava em sua Pick-up direcionasse para o que parece ser o Barman, e lhe pede um drink. Em uma só golada assiste atento ao noticiário.


Jornalista - Para o que nos assistem neste momento, voltamos a informar que uma reunião da ONU pode decidir o futuro da humanidade, seres que supostamente teriam se apresentado a três anos atrás na reunião da G8 voltam a se pronunciar, mas desta vez ao mundo através da ONU, alegando já ter vindo a milhares de anos atrás conhecendo povos como os Maias, situação que está causando grande confusão em toda parte...


Homem da Pick-up - Parece que vou ter trabalho novamente...

Barman - O que está pensando desta vez Alek?

Aleksandr - Muitas coisas caro Jack, em breve você vai saber.


Novamente o homem conhecido como Alek dá uma golada em seu drink, e se retira em sua Pick-up. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Motivação & Objetivo

Bem, ao ver que meu amigo Gabriel iniciou um blog não pude deixar de pensar na idéia de criar minha narrativa dividida em atos da minha querida série intitulada Fargedum, através deste blog.
Tenho como objetivo encontrar apoio e criticas suficientes para que eu possa dar discernimento a minha obra como um todo, este será talvez o único dos meus posts que irei dedicar a falar com as pessoas, seguindo agora com a narrativa de cada um dos atos. Espero que possam desfrutar desta narrativa realizada e criada por um pessoa que possui um sonho e que ainda o deseja realizar. Obrigado.